Comunicação
Bacia de Santos

O objetivo do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é avaliar a interferência das atividades de produção e escoamento de petróleo realizadas no Pré-sal da Bacia de Santos sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário a animais vivos e mortos. O PMP-BS tem caráter regional e está relacionado a alguns processos de licenciamento ambiental da Petrobras na Bacia de Santos.

A área de abrangência do projeto engloba os municípios litorâneos dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e do Rio de Janeiro. A extensa área a ser monitorada (mais de 1.500 km de costa) é divida em PMP-BS Área SC/PR (cuja execução é coordenada pela Univali), PMP-BS Área SP (cuja execução é coordenada pela empresa Mineral) e PMP-BS Área RJ (cuja execução é coordenada pela empresa Econservation).

Durante o monitoramento, todos os animais vivos encontrados pelas equipes de campo são avaliados para verificar se precisam de atendimento veterinário. Se positivo, são então encaminhados a uma das 14 instalações da Rede de Atendimento Veterinário distribuídas entre Laguna (SC) e Araruama (RJ). Após o tratamento, os animais são novamente avaliados para atestar se já estão aptos a serem soltos, o que ocorre após a marcação de cada um dos indivíduos. Isso permite que seja feito um acompanhamento, caso o animal reapareça em outra região. Nos animais mortos é realizada necropsia para identificar a causa da morte e avaliar se houve interação com atividades humanas tais como pesca, embarcações e óleo. A Rede de Atendimento Veterinário é composta por sete Centros de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CRD) localizados nos municípios de Araruama (RJ), Angra dos Reis (RJ), Ubatuba (SP), Guarujá (SP), Cananéia (SP), Pontal do Paraná (PR) e Florianópolis (SC); seis Unidades de Estabilização de Animais Marinhos (UE), localizados no Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP), Praia Grande (SP), São Francisco do Sul (SC), Penha (SC) e Laguna (SC), além da base de apoio no Parque do Superagui (PR), além de e uma Unidade de Necropsia de Mamíferos Marinhos, localizada no Rio de Janeiro (RJ).

A população pode participar, acionando as equipes ao avistar um animal vivo ou morto, para tanto ligando para:

PMP Area SC/PR e Area SP – 0800 642-3341

PMP Area RJ – 0800 999-5151

Com o objetivo de padronizar as ações e dados do PMP, recentemente foi elaborado pela Petrobras, com a participação das instituições que executam o projeto, um novo Projeto Executivo de Monitoramento de Praias Integrado dividido em 15 trechos. O projeto foi aprovado pelo Ibama em maio/2019 e está disponível para conhecimento. Com a aprovação desse Projeto Executivo Integrado, a expectativa é que a partir dos próximos ciclos, os relatórios anuais do PMP-BS passem a contemplar a integração de todos os trechos monitorados.

Para acessar o sistema de gestão de dados do PMP-BS clique aqui.

Inicialmente o PMP foi dividido em duas fases:

A Fase 1 do PMP-BS (que compreendeu o litoral entre Barra da Lagoa de Santo Antônio dos Anjos, no município de Laguna, em Santa Catarina, até a Praia de Camburi, no município de Ubatuba, em São Paulo) e foi executada pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em parceria com instituições da REMAB (Rede de Encalhe e Informação de Mamíferos Aquáticos do Brasil), tendo sido iniciada em agosto de 2015.

A Fase 2 (que compreendeu o litoral do estado do Rio de Janeiro entre os municípios de Paraty e Saquarema) foi executada pelo CTA – Serviços em Meio Ambiente, também com parceria com instituições da REMAB e foi iniciada em setembro de 2016.

Para saber mais sobre a Fase 1 do PMP-BS, consulte os relatório anuais do projeto: Relatório Anual (2015-2016), Relatório Anual (2016-2017) e Relatório Anual (2017-2018).

Para saber mais sobre a Fase 2, acesse os relatórios anuais do projeto: 1º Relatório Anual do PMP-BS Fase 2 (2016-2017) e 2º Relatório Anual do PMP-BS Fase 2 (2017-2018).