Comunicação
Bacia de Santos

Pesquisa Sísmica Marítima

A atividade de levantamento sísmico constitui-se do uso de equipamentos e análises para que se possa identificar a existência de recursos minerais, água ou petróleo no subsolo.

Para isso são utilizados aparelhos específicos capazes de fazer uma espécie de “ultrassonografia” do subsolo. Para tanto, são usados equipamentos conhecidos como airguns, que produzem ondas sísmicas, as quais penetram o subsolo marinho, são refletidas de volta e captadas por receptores conhecidos como hidrofones — comumente posicionados próximos à superfície da água, presos por cabos e rebocados pelos navios sísmicos. Estes sinais são depois processados em computadores, resultando em imagens representativas das estruturas existentes na subsuperfície da Terra.

Após análise das imagens por profissionais especializados, é possível verificar se as rochas têm possibilidade de conter recursos minerais importantes, como reservatórios de petróleo e gás natural, por exemplo.

A pesquisa sísmica pode ser utilizada em diversas etapas da atividade de produção de petróleo e gás, seja para encontrar novas reservas, seja para avaliar a evolução da atividade e dos reservatórios que já estão em produção.

Por se tratar de um levantamento de dados, a sísmica é uma atividade de curta duração e não ocorre de forma continuada. Para que seja realizada, é necessária autorização do órgão ambiental responsável; no caso de atividades marítimas, do Ibama.

Pesquisa Sísmica Marítima 3D Nodes no Bloco de Libra

O principal objetivo da pesquisa no Campo de Búzios é ampliar a caracterização sísmica dos reservatórios, buscando melhorar significativamente o imageamento sísmico de subsuperfície, em especial, na seção dos reservatórios carbonáticos do pré-sal.

O projeto 3D Nodes Búzios foi iniciado em outubro de 2018 consistindo de duas atividades principais: a deposição/recolhimento dos sensores nodes e a geração das ondas sísmicas através das airguns localizadas no navio fonte. Para o registro das reflexões das ondas sísmicas serão utilizados 2.600 sensores, instalados no fundo oceânico em aproximadamente 6.600 posições em área total de receptores de 1.600 quilômetros quadrados, visando a obtenção de dados sísmicos em uma área total de aquisição de 2.700 quilômetros quadrados, a uma distância de aproximadamente 150 quilômetros de distância, a partir do município Arraial do Cabo (RJ).

O fim da campanha de aquisição de dados sísmicos está previsto para junho de 2019.

Acompanhe nosso mapa interativo

Ver    agora