Comunicação
Bacia de Santos

O Projeto de Controle da Poluição (PCP) é uma das medidas mitigadoras de impactos exigidas como condicionante de licença ambiental de todas unidades de produção (plataformas e navios-plataforma) em operação na Bacia de Santos, conforme Nota Técnica Ibama Nº 01/2011.  Seus objetivos fundamentais são:

  1. Gerar o mínimo possível de resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas;
  2. Reciclar o máximo possível dos resíduos desembarcados;
  3. Proceder à disposição final adequada, isto é, de acordo com as normas legais vigentes, de todos os resíduos desembarcados e não reciclados;
  4. Buscar procedimentos que minimizem a poluição gerada pelas emissões atmosféricas e pelos resíduos sólidos e efluentes líquidos passíveis de descarte no mar; e
  5. Aprimorar continuamente os procedimentos citados nos itens anteriores.

A implementação do PCP possibilita à companhia o monitoramento e controle dos efluentes líquidos, das emissões atmosféricas e dos resíduos gerados durante todo o processo de desenvolvimento do projeto, desde sua instalação até o momento de sua desativação.

Emissões

A gestão de emissões dos empreendimentos consiste basicamente na elaboração de inventário mensal de todas as fontes de emissão atmosférica catalogadas nas unidades marítimas.

Este inventário de emissões é gerido pelo sistema corporativo da Petrobras denominado SIGEA (Sistema de Gestão de Emissões Atmosféricas), o qual compila, armazena, calcula e serve como banco de dados de todas as informações relevantes e poluentes emitidos para a atmosfera.

Os dados armazenados servem de subsídio para o cálculo de diversos indicadores, que auxiliam na análise crítica dos resultados obtidos para que a companhia possa desenvolver ações relevantes, que visam a melhoria contínua dos processos, com o intuito de minimizar o impacto ambiental causado pela poluição atmosférica, bem como racionalizar o uso de insumos.

Efluentes

A gestão dos efluentes contempla todos os volumes descartados pelas unidades marítimas, sejam estes oriundos dos processos operacionais de produção do petróleo (ex.: efluentes de água de produção, efluentes da remoção de sulfatos e efluentes de água oleosa) ou os efluentes gerados dentro da área de habitação das plataformas, denominado casario (efluente sanitário).

Todos os efluentes gerados passam por processos de tratamento que assegurem que seu descarte seja realizado apenas quando em concordância com os valores máximos permitidos pelas legislações aplicáveis. Nos casos em que não se atinjam os valores permitidos para descarte, o efluente pode retornar ao processo de tratamento ou ser transportado para tratamento em terra.

Em atendimento à legislação, todos os efluentes gerados são analisados de acordo com o estabelecido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL).

Todos os volumes de consumo e efluentes gerados mensalmente nas unidades marítimas de produção são inseridos em sistema corporativo conhecido como Sistema de Gestão de Águas (SGA), sendo estes dados posteriormente utilizados para o desenvolvimento de indicadores que auxiliem na melhoria continua.

Os relatórios periódicos de acompanhamento do Projeto de Controle da Poluição são documentos públicos e podem ser solicitados ao Ibama.

Metas do Projeto de Controle da Poluição

Conheça as metas de disposição final de resíduos em terra para a atividade de produção e escoamento para a Região 2 (área frontal aos litorais de Santa Catarina, entre Florianópolis e Itapoá; Paraná e São Paulo, entre Cananéia e Praia Grande) e as metas para a atividade de perfuração e produção e escoamento para a Região 3 (área frontal aos litorais de São Paulo, entre São Vicente e Bananal; e Rio de Janeiro, entre Paraty e Arraial do Cabo).